De alguem que cresceu do outro lado do espectro, da magreza e dos complexos por não ter mamas que enchessem um decote, acho que todas acabamos por sofrer de algum tipo de dismorfia corporal, por ausência de representação de todos os tipos de corpos. Cresci nos anos 90 e sempre que vejo aqueles videos que nos lembram que nessa altura o bonito era o heroin chic e que a Bridget Jones era gorda e que a Britney era uma descuidada quando apareceu nos VMAs, percebo quão nos corroeram o cérebro com ideiais irreiais do que é um corpo perfeito. Durante a pandemia engordei 7 kg e tive de aprender a lidar com este meu novo corpo (mamas!), com a roupa que deixou de servir, com os novos números na balança e com o facto dos tamanhos de roupa das lojas de fast fashion estarem cada vez mais pequenos. Tenho feito na terapia algum trabalho para aceitar o meu corpo. Afinal tenho um corpo típico-padrão e saudável. É através deste corpo que me permito viver e ter todas as experiências que quero. É com ele que venho trabalhar todos os dias, é ele que me leva a ver os concertos que tanto gosto, não tenho limitações de locomoção e de movimentos, não vivo com dores crónicas. Sempre odiei desporto. Nunca tive jeito, era sempre das ultimas a ser escolhida para os desportos de grupo na escola. Decidi que vou começar a treinar a partir de setembro, com o objectivo de melhorar a minha mobilidade, força, etc...até porque não estou a ir para nova e vou ter de começar a lidar com perda de densidade ósea e massa muscular. É um processo aprendermos a gostar do nosso corpo. Só quase nos 40 é que comecei. Acho que ainda vou a tempo.
Infelizmente, independentemente do tamanho, as mulheres e os seus corpos são sempre escrutinados e vistos como "errados" de algum modo, portanto também percebo o teu ponto de vista e estou solidária. Também percebo bem o que dizes em relação ao desporto, de igual modo eu era das últimas a ser escolhida, sentia que não gostava de nada... O truque, a meu ver, é ires para um desporto que te divirta! Não percebo porque é que, quando o tema é exercício, as pessoas só pensam no ginásio e nas máquinas quando há tantas modalidades por descobrir e por onde escolher. Para mim, estar nas máquinas é o mais aborrecido de tudo, prefiro mil vezes as aulas de grupo. Força para a tua jornada, também <3
De alguem que cresceu do outro lado do espectro, da magreza e dos complexos por não ter mamas que enchessem um decote, acho que todas acabamos por sofrer de algum tipo de dismorfia corporal, por ausência de representação de todos os tipos de corpos. Cresci nos anos 90 e sempre que vejo aqueles videos que nos lembram que nessa altura o bonito era o heroin chic e que a Bridget Jones era gorda e que a Britney era uma descuidada quando apareceu nos VMAs, percebo quão nos corroeram o cérebro com ideiais irreiais do que é um corpo perfeito. Durante a pandemia engordei 7 kg e tive de aprender a lidar com este meu novo corpo (mamas!), com a roupa que deixou de servir, com os novos números na balança e com o facto dos tamanhos de roupa das lojas de fast fashion estarem cada vez mais pequenos. Tenho feito na terapia algum trabalho para aceitar o meu corpo. Afinal tenho um corpo típico-padrão e saudável. É através deste corpo que me permito viver e ter todas as experiências que quero. É com ele que venho trabalhar todos os dias, é ele que me leva a ver os concertos que tanto gosto, não tenho limitações de locomoção e de movimentos, não vivo com dores crónicas. Sempre odiei desporto. Nunca tive jeito, era sempre das ultimas a ser escolhida para os desportos de grupo na escola. Decidi que vou começar a treinar a partir de setembro, com o objectivo de melhorar a minha mobilidade, força, etc...até porque não estou a ir para nova e vou ter de começar a lidar com perda de densidade ósea e massa muscular. É um processo aprendermos a gostar do nosso corpo. Só quase nos 40 é que comecei. Acho que ainda vou a tempo.
Infelizmente, independentemente do tamanho, as mulheres e os seus corpos são sempre escrutinados e vistos como "errados" de algum modo, portanto também percebo o teu ponto de vista e estou solidária. Também percebo bem o que dizes em relação ao desporto, de igual modo eu era das últimas a ser escolhida, sentia que não gostava de nada... O truque, a meu ver, é ires para um desporto que te divirta! Não percebo porque é que, quando o tema é exercício, as pessoas só pensam no ginásio e nas máquinas quando há tantas modalidades por descobrir e por onde escolher. Para mim, estar nas máquinas é o mais aborrecido de tudo, prefiro mil vezes as aulas de grupo. Força para a tua jornada, também <3