Li este texto enquanto regresso a casa depois do meu primeiro dia de trabalho depois de uma pausa do mundo corporativo (burnout, yey!), e não sei se choro ou se rezo para que ambas possamos um dia escrever uma comédia devido aos nossos anos num escritório.
Foi quando cheguei ao trabalho onde estou até hoje. Na altura, procurei por trabalhos mais administrativos/com tarefas rotineiras e que não exigissem "criatividade" (porque eu vinha da área do marketing), e depois foi indo um dia de cada vez. Tentar não levar problemas do trabalho para casa, não me massacrar a pensar naquilo fora do trabalho, e ajudou-me também ter objectivos pessoais. No meu caso em específico, na altura estava mt vidrada na ideia de começar a fazer poupanças; e depois também outras coisas mais inócuas, como finalmente ter-me inscrito no yoga, etc
Entendo totalmente. Parece-me ter sido uma escolha super sensata, dentro do que é ter de trabalhar na mesma, claro. Acho que não fui tão inteligente como tu e por isso acabei por complicar a minha vida novamente 🥹 mas pronto, não quero transformar a tua publicação num cantinho de choro e queixas. Acho que fizeste o que se pode fazer de mais acertado - sempre que o trabalho se torna uma fonte de problemas, procurar por um que seja *só* um trabalho, e focar-nos em objetivos de vida, e não (pelo menos não só) de carreira. E a verdade é que quando estamos assoberbadas pelo mundo profissional, sobra muito pouco (energia, tempo, saúde mental) para isso.
Senti-me ENGATILHADA logo na primeira queixa. QUE ÓDIO AOS TELEFONES. E ódio ainda maior quando o telefonema podia ser um e-mail. Ai queres catálogos? MANDA UM E-MAIL. Queres esclarecer uma dúvida não urgente? MANDA UM E-MAIL. Queres saber a ementa do teambuilding? MANDA UMA MERDA DE UM E-MAIL.
Respira, Rafaela, respira. Eu, não tu. Vá, as duas.
Ahahahahah percebo! Também acho que às vezes é uma questão geracional, nós só ligamos em último caso e preferimos tratar de tudo por e-mail. A malta mais velha é adepta do “mas liga!!!” eergh, além do atender telefones, o fazer telefonemas também me enerva.
Acho que é mesmo por aí xD Odeio que me liguem, odeio ligar, odeio a função de chamadas do telemóvel, odeio (ODEIO) toques de telemóvel/telefone. É feitio, já nem é defeito lol
Acho que é a primeira vez que comento, mas não é a primeira vez que adoto o texto. :)
Partilho o "pet peeve" do telefone e acrescento um POV: a maioria dos telefonemas podiam ser emails! Um email não interrompe a outra pessoa, não lhe quebra o raciocínio e fica registado para referência futura. Além disso, muitas vezes levamos com um "estou a telefonar porque falar é mais fácil/rápido do que escrever"... Hmm, mais fácil/rápido para quem? Pois!
Força!
Ass. Uma pessoa que também reclama do trabalho e acha o LinkedIn a rede social mais tóxica do mundo (e digo isto sabendo que o twitter está como está!)
Ah sim, a praga do “é mais fácil” eeeergh!!! Mas pronto, como tb disse nuns comentários aqui, acho que é uma questão geracional. Como trabalho maioritariamente com pessoas mais velhas, de facto é incrível como ADORAM resolver coisas por telefone. Não os culpo, porque para a comunicação escrita ser eficiente, tem, efectivamente, de ser feita, e muitas vezes temos de andar atrás das respostas… enfim!
Ri e chorei ao mesmo tempo com este texts.Tantas verdades difíceis de engolir. Tenho uma relação difícil com o meu trabalho e principalmente com as expectativas da sociedade. Quanto a atender telefones, essa é basicamente a única função que desempenho. No último ano, atendi centenas senão milhares de chamadas e devo dizer que já não me incomoda nem metade do que ao princípio. 🥲
Percebo, também tenho uma relação difícil com o trabalho. Por mais que tente, ainda não é desta que me estou a resolver… As chamadas aborrecem-me sobretudo quando me interrompem de algum momento de pausa/sossego 😂😂
Obrigada por este texto. “Estou infectada de um discurso pseudo-motivador e linkediniano que nos obriga a agir e nos culpa por não estarmos felizes no trabalho? Tornou-se démodé reclamar do trabalho? Tinha ideia que era bastante normal e evidente ao comum mortal.” Senti-me muito representada 🙌🏻 Não diria melhor.
Falaste em telefone e subiu-me uma raiva de todas as vezes em que o do meu trabalho toca. DETESTO aquele objeto. Depois das férias, ele esteve sem pilhas, foi uma paz. Só me apercebi porque há um segundo na sala ao lado, o que me irritou profundamente. Detesto chamadas, como diz a Rafaela em cima, as pessoas bem que poderiam mandar um e-mail ou, sei lá, procurar na internet????? Adoro o que faço, mas irraaa!!! bem que poderia não ter um telefone E UM telemóvel (nem vou entrar por aqui).... É isto. Precisava deste espaço de desabafo e não sabia. Um abracinho de compreensão 😂🫂
Eu quero uma ruína na em Torres Novas, por aí. Se não der, pode ser na Guarda. Um terreno jeitoso já é bom, já tenho a tenda de modos que metade da coisa está feita. Acho que eu ficaria mais piurso com o casalinho com menos de 35 anos a recorrer ao Habitação Jovem que não tem necessidade de apoios. Mas isso sou eu que sou velho.
Bom, não sei se deu a entender pelo meu texto, mas eu não fico zangada pelas pessoas “pobres” que pedem viabilidades - fico com pena, porque sei que a resposta não lhes vai dar para um começo de vida, face à zona de onde são e onde querem comprar casa, daí o sentir-me como a Christine Lagarde. Em termos laborais, admito que me chateia porque estou a ter trabalho para “nada”, mas pronto, faz parte.
As pessoas que se aproveitam dos benefícios sem necessidade e depois ainda acabam com arrendamentos de fuga ao fisco causam-me outro tipo de celeumas, igualmente, mas muito menos cómicas, diga-se de passagem.
Pelo direito de nos queixarmos do trabalho, mesmo quando gostamos dele. Ninguém aguenta estar em estado de gratidão permanente.
Sim, sem dúvida!
Li este texto enquanto regresso a casa depois do meu primeiro dia de trabalho depois de uma pausa do mundo corporativo (burnout, yey!), e não sei se choro ou se rezo para que ambas possamos um dia escrever uma comédia devido aos nossos anos num escritório.
Um grande abraço, sei bem a sensação de voltar ao trabalho pós-burnout. É a minha reza diária, igualmente… alguém que me liberte disto!
Obrigada, Rafaela! Ensina-me os teus segredos, como sobreviveste? 🥺 Estamos juntas, força!!
Foi quando cheguei ao trabalho onde estou até hoje. Na altura, procurei por trabalhos mais administrativos/com tarefas rotineiras e que não exigissem "criatividade" (porque eu vinha da área do marketing), e depois foi indo um dia de cada vez. Tentar não levar problemas do trabalho para casa, não me massacrar a pensar naquilo fora do trabalho, e ajudou-me também ter objectivos pessoais. No meu caso em específico, na altura estava mt vidrada na ideia de começar a fazer poupanças; e depois também outras coisas mais inócuas, como finalmente ter-me inscrito no yoga, etc
Entendo totalmente. Parece-me ter sido uma escolha super sensata, dentro do que é ter de trabalhar na mesma, claro. Acho que não fui tão inteligente como tu e por isso acabei por complicar a minha vida novamente 🥹 mas pronto, não quero transformar a tua publicação num cantinho de choro e queixas. Acho que fizeste o que se pode fazer de mais acertado - sempre que o trabalho se torna uma fonte de problemas, procurar por um que seja *só* um trabalho, e focar-nos em objetivos de vida, e não (pelo menos não só) de carreira. E a verdade é que quando estamos assoberbadas pelo mundo profissional, sobra muito pouco (energia, tempo, saúde mental) para isso.
Vai com calma, pode ser que corra tudo bem :) <3
Senti-me ENGATILHADA logo na primeira queixa. QUE ÓDIO AOS TELEFONES. E ódio ainda maior quando o telefonema podia ser um e-mail. Ai queres catálogos? MANDA UM E-MAIL. Queres esclarecer uma dúvida não urgente? MANDA UM E-MAIL. Queres saber a ementa do teambuilding? MANDA UMA MERDA DE UM E-MAIL.
Respira, Rafaela, respira. Eu, não tu. Vá, as duas.
Ahahahahah percebo! Também acho que às vezes é uma questão geracional, nós só ligamos em último caso e preferimos tratar de tudo por e-mail. A malta mais velha é adepta do “mas liga!!!” eergh, além do atender telefones, o fazer telefonemas também me enerva.
Respiramos as duas!! <3
Acho que é mesmo por aí xD Odeio que me liguem, odeio ligar, odeio a função de chamadas do telemóvel, odeio (ODEIO) toques de telemóvel/telefone. É feitio, já nem é defeito lol
A questão nunca é a queixa sem ação. Ou é uma questão de frequência ou de paciência do interlocutor que está a ouvir a queixa!
Ahahahah sim! O que acontece é que me coíbo de me queixar aos outros, fico eu própria farta das minhas queixas :P
que papel? o papel!‼️
obrigada por partilhares o teu desabafo, foi impossível não subscrever ao fim da leitura <3
Obrigada eu por leres e teres tido a vontade de me subscrever! Espero que gostes do que vem por aí :)
Olá, Rafaela
Acho que é a primeira vez que comento, mas não é a primeira vez que adoto o texto. :)
Partilho o "pet peeve" do telefone e acrescento um POV: a maioria dos telefonemas podiam ser emails! Um email não interrompe a outra pessoa, não lhe quebra o raciocínio e fica registado para referência futura. Além disso, muitas vezes levamos com um "estou a telefonar porque falar é mais fácil/rápido do que escrever"... Hmm, mais fácil/rápido para quem? Pois!
Força!
Ass. Uma pessoa que também reclama do trabalho e acha o LinkedIn a rede social mais tóxica do mundo (e digo isto sabendo que o twitter está como está!)
Ah sim, a praga do “é mais fácil” eeeergh!!! Mas pronto, como tb disse nuns comentários aqui, acho que é uma questão geracional. Como trabalho maioritariamente com pessoas mais velhas, de facto é incrível como ADORAM resolver coisas por telefone. Não os culpo, porque para a comunicação escrita ser eficiente, tem, efectivamente, de ser feita, e muitas vezes temos de andar atrás das respostas… enfim!
Obrigada por me leres :)
Ri e chorei ao mesmo tempo com este texts.Tantas verdades difíceis de engolir. Tenho uma relação difícil com o meu trabalho e principalmente com as expectativas da sociedade. Quanto a atender telefones, essa é basicamente a única função que desempenho. No último ano, atendi centenas senão milhares de chamadas e devo dizer que já não me incomoda nem metade do que ao princípio. 🥲
Percebo, também tenho uma relação difícil com o trabalho. Por mais que tente, ainda não é desta que me estou a resolver… As chamadas aborrecem-me sobretudo quando me interrompem de algum momento de pausa/sossego 😂😂
Obrigada por este texto. “Estou infectada de um discurso pseudo-motivador e linkediniano que nos obriga a agir e nos culpa por não estarmos felizes no trabalho? Tornou-se démodé reclamar do trabalho? Tinha ideia que era bastante normal e evidente ao comum mortal.” Senti-me muito representada 🙌🏻 Não diria melhor.
Ehehe, right?!?! Pelo direito a reclamar do trabalho!!!
Falaste em telefone e subiu-me uma raiva de todas as vezes em que o do meu trabalho toca. DETESTO aquele objeto. Depois das férias, ele esteve sem pilhas, foi uma paz. Só me apercebi porque há um segundo na sala ao lado, o que me irritou profundamente. Detesto chamadas, como diz a Rafaela em cima, as pessoas bem que poderiam mandar um e-mail ou, sei lá, procurar na internet????? Adoro o que faço, mas irraaa!!! bem que poderia não ter um telefone E UM telemóvel (nem vou entrar por aqui).... É isto. Precisava deste espaço de desabafo e não sabia. Um abracinho de compreensão 😂🫂
Desabafemos todas 🫂😂
Eu quero uma ruína na em Torres Novas, por aí. Se não der, pode ser na Guarda. Um terreno jeitoso já é bom, já tenho a tenda de modos que metade da coisa está feita. Acho que eu ficaria mais piurso com o casalinho com menos de 35 anos a recorrer ao Habitação Jovem que não tem necessidade de apoios. Mas isso sou eu que sou velho.
Bom, não sei se deu a entender pelo meu texto, mas eu não fico zangada pelas pessoas “pobres” que pedem viabilidades - fico com pena, porque sei que a resposta não lhes vai dar para um começo de vida, face à zona de onde são e onde querem comprar casa, daí o sentir-me como a Christine Lagarde. Em termos laborais, admito que me chateia porque estou a ter trabalho para “nada”, mas pronto, faz parte.
As pessoas que se aproveitam dos benefícios sem necessidade e depois ainda acabam com arrendamentos de fuga ao fisco causam-me outro tipo de celeumas, igualmente, mas muito menos cómicas, diga-se de passagem.