Skincare - um update
O que mudou na minha rotina desde a última vez.
Há coisa de um ano, escrevi uma Crónica sobre o meu histórico com cuidados de pele e a rotina de skincare que mantinha actualmente.
Entretanto, achei que fazia falta uma actualização, até porque aconteceram coisas com a minha pele desde essa Crónica até hoje. Para quem não sabe ou teve preguiça de ir ler o post antigo, há uns anos eu autodiagnostiquei-me como tendo Dermatite Perioral. Descobri esta doença no instagram da Carla e os sintomas batiam certo com os que na altura eu sofria: umas borbulhinhas ao redor da boca, vermelhidão, sensação de que estava a “queimar”, às vezes descamação, enfim, o cenário não era bonito. Consegui trocar os meus produtos até chegar a uma rotina que não me atiçava estes sintomas e, à data do que escrevi nessa Crónica, estava tudo bem.
Pois bem, cheguei ao Verão de 2024 e a minha pele ao redor da boca voltou a estar mal. Felizmente não me apareceram as borbulhas, mas tinha manchas vermelhas, a pele ardia-me, fazia comichão e descamava. Estava desesperada. Punha o creme Nivea e nada. Não passava por nada deste mundo.
Um desses episódios coincidiu com as minhas férias em casa de um amigo, cuja irmã é técnica de farmácia. Ela lá me deu um creme corticóide que me acalmou de imediato a pele. Chegada a casa, voltei a rever os posts da Carla sobre dermatite perioral, pesquisei sobre eczema, outros tipos de dermatite e tudo o que conseguisse safar pelo Dr. Google. Lá está, a grande vantagem de ter uma rotina de cuidados minimalista é a facilidade de identificar potenciais produtos irritantes e foi isso que me ajudou.
as causas
Como vos disse acima, tive ali um período em que a pele estava normal. Pois, estando com a pele “boa”, decidi que podia voltar à rotina de dupla limpeza, com um óleo de limpeza que tinha cá por casa. ERRO! Percebi que era um agente irritante e parei de o usar.
Depois, sendo Verão, eu usava o protector solar facial do Lidl, porque o preço era simpático e nunca tinha tido problemas. ERRO!
No desespero da irritação, recorria ao creme Nivea da lata azul para me tentar acalmar a pele. ERRO!
Estes foram os três agentes que notei que me irritavam a pele - eram todos produtos com perfume na sua composição. Ora, para casos de pele sensível e com dermatite perioral, é de se evitar fragrâncias nos produtos que se usam no rosto. Além disso, o creme Nivea tem ainda a particularidade de ser oclusivo, ou seja, forma uma barreira na pele que impede a perda de água por evaporação, mas também impede que a pele “respire” (perdoem-me a falta de termos técnicos, mas you get the idea). No caso da dermatite perioral, não é recomendável usar ingredientes oclusivos.
as ajudas
Depois de rever os posts da Carla sobre este assunto, percebi que precisava de introduzir algum ingrediente para me ajudar a combater mais activamente este problema. Uma das recomendações para quem sofre de dermatite periolar é usar ácido azelaico. Apesar do nome assustador, o ácido azelaico “é um ingrediente versátil utilizado nos cuidados da pele para tratar lesões inflamatórias associadas à acne e à rosácea, hiperpigmentação pós inflamatória e hiperqueratose. As suas propriedades anti-inflamatórias fazem dele um precioso aliado para a pele com acne ou rosácea, reduzindo o número de lesões e a vermelhidão.”1
Encomendei o ácido azelaico da Revox, uma marca bulgara que tem a particularidade de vender skincare a um preço muito simpático e num formato interessante (30ml), o que é perfeito para testarmos um produto e não corrermos o risco de ficarmos com uma embalagem XXL de algo que não nos serve. O ácido tem aquele cheiro de “creme medicamentoso” mas é super agradável de se usar, nem se sente na pele, isto tendo em conta que nas crises mais graves até o hidratante básico da CeraVe me ardia.
Na minha pesquisa sobre a dermatite perioral, descobri que não é recomendável usar cremes à base de cortisona, pois estes aparentemente “tratam” o problema, mas depois agravam quando se deixa de usar. Ou seja, a pomada que a irmã do meu amigo me deu não ia resultar como alívio para as crises da pele. No auge do meu desespero, descobri este creme da Bephantene que, apesar de a embalagem focar no eczema, se pode utilizar em irritações cutâneas generalizadas, com a particularidade de não conter cortisona. Tenho-me dado muito bem com ele, já vou na segunda embalagem.
depois da crise, ficamos como?!
Bom, na verdade não houve grande drama… Foi só eliminar da minha rotina os produtos que contêm fragrância na sua composição. A acrescentar ao que já falei ali em cima, também deixei de usar batons do cieiro com perfume. Apesar de estar com os sintomas mais controlados, continuar a usar o batom Cien “só para gastar até ao fim”, continuava a dar-me irritação na pele. Acabou-se. Encontrei em promoção o batom da Eucerin que tinha encomendado em tempos, comprei quatro e parei de usar os outros. Agora, tudo o que precisar para a minha pele do rosto sei que tem de vir indicado como apto para pele sensível e/ou sem perfume.
Foi por isso que demorei até voltar a introduzir um óleo para dupla limpeza. Vi alguns de marcas coreanas que me pareceram interessantes, mas já me chateia que chegue a jigajoga que faço entre as parafarmácias online à procura de stock do que uso. Não queria ter de andar em sites específico de cosmética coreana a pagar um absurdo de portes. Felizmente, encontrei este óleo da Bioderma: serve como desmaquilhante e removedor de impurezas e de restos do SPF. Apto para pele sensível, é uma formula fragrance-free.
Por fim, eu descobri a marca Revox graças ao Jota, porque em resposta à minha Crónica passada, ele recomendou-me o SPF deles para pele oleosa. É maravilhoso! Tem uma textura incrível, não esfarela, não deixa aquela camada branca de protector e o preço é muito simpático. No entanto, só o encontro no site da Maquibeauty. Noutra parafarmácia encontrei a versão “normal” e arrisquei. Quando chegou, vi que esta versão era perfumada, ou seja… ERRO! Não dá mesmo.
Portanto, resumindo e baralhando, a minha rotina não se alterou por aí além. Estamos assim:
Manhã: lavar com facewash CeraVe + hidratante CeraVe para pele oleosa (finalmente fizeram esta versão) + SPF
Noite: óleo de limpeza + facewash CeraVe + ázico azelaico + hidratante CeraVe normal
Foi só perceber que a minha pele se tornou intolerante à fragrância e ter isso em atenção na hora de escolher produtos para o rosto.
wishlist
Volta e meia aborrece-me usar sempre os mesmos cremes, portanto tenho algumas coisas debaixo de olho que gostava de introduzir e experimentar. De ingredientes, gostava de testar o retinol e também a niacinamida2, assim como a centelha asiática3. Tudo a seu tempo, claro.
De produtos, estou com o Uriage Cica-Daily Creme Reparador debaixo de olho, pois a Carla fartou-se de falar bem dele. Depois, falaram-me da linha Tolérance da Avène, que é óptima para peles muito reactivas e que gostava igualmente de experimentar.
Andei carregada de amostras graças à irmã do meu amigo e uma delas era o creme de limpeza Cream-to-Foam da CeraVe. Este creme, ao entrar em contacto com a água do rosto molhado, transforma-se numa espuma de limpeza muito suave. Testei-o e gostei muito! Uma vez que a minha pele se tornou tão sensível, estou a ponderar comprar uma embalagem e usá-lo como gel de limpeza da manhã, já que nessa altura a pele está mais limpa e não preciso de usar o outro facewash mais agressivo, que fica para a limpeza do final do dia - faz sentido?
cuidados do corpo
Um pequeno extra, mas que achei por bem incluir aqui. Há uns anos a esta parte, decidi ser uma daquelas pessoas que põe hidratante no corpo depois de tomar banho, até porque no Verão eu chego a tomar duche de manhã e à noite e não queria a pele desidratada. Andei muito tempo a usar o creme mais barato que encontrava nos super e hiper, das marcas próprias, mas um dia destes decidi ser mais generosa e gastar 4 (quatro!!) euros num creme Nivea (estava em promoção). Estou a adorar, entre mim e a minha mãe já vamos aí na terceira ou quarta embalagem. O creme hidrata super bem a pele sem ser pesado nem pegajoso e tem aquele cheirinho a cremes de marca que se vende em hipermercado, não sei explicar mas é bom. Olhem que até me ajudou a curar a pele seca do cotovelo!
Também há uns tempos fiz uma pequena mudança que me trouxe uma ENORME melhoria na minha qualidade de vida: investir num desodorizante bom. Não é num “desodorizante natural”, nem na “pedra de alúmen”, nem num “creme de empresa startup”, nem num “só custa 1.49€ e é da Babaria”. É num desodorizante bom. Pedi recomendações e falaram-me deste Keops da ROC. Que maravilha! Andei eu durante tanto tempo a achar que o problema era meu, que era uma mal-cheirosa suadona, que no calor chegava às 10h30 e já estava com medo de mexer os braços e espalhar BO pelo escritório… e afinal era só arranjar um desodorizante de jeito. O ROC Keops não é barato, normalmente vem em duo e já encontrei a 10€, a 12€, a 15€… Depende da promo que se arranjar. Mas vale cada cêntimo. Gosto da versão roll-on e o produto não é nada de especial, é um líquido transparente e sem qualquer cheiro. Porém, tem a vantagem de se entranhar e secar na pele sem deixar aquela nhanha típica do desodorizante comum, que sempre detestei, e que depois ao longo do dia se transforma numa pasta esquisita de suor pseudo-perfumado.
Por hoje é isto. A sério, nenhuma para-farmácia online me quer patrocinar?? Assim enchia isto de links de afiliados e ainda ganhava uns cêntimos… Pronto, parece que ficamos pelas minhas opiniões verdadeiras e sinceras. Nos tempos que correm, já não é mau.









Creme de corpo é o boião gigante da ATL à venda na Wells e desodorizante é Vichy. Não gostei nada do da ROC, confesso!
De resto é creme anti rugas do Lidl de manhã apenas. Mas tenho um bocadinho de rosácea e vou deixar na lista o creme que falas.
Pele será das poucas coisas onde a genética me bafejou!